quinta-feira, 7 de julho de 2011

A razão disso não é a minha razão

Autor: Última poesia

Entre o céu e o inferno me pus a te amar
Desafio quimera maldito nunca antes sentido
Um momento onde se podia tudo menos desistir
Onde o errado era trair, mas a si mesmo era permitido
personagem bandido nunca antes vivido
jogo de azar

Ninguém dava uma razão suficiente
Ninguem dizia um bom dia sem um motivo eloquente
e Eu te amo então "nem vou lhe dizer"
chumbo trocado e rosas tambem
mas eu dava tudo que eu podia oferecer

Não sei o que me mantinha nesta contradição
seu olhar ás vezes inocente ou a falta de razão
Mas era como um galope selvagem proibido
despertava minha mais fulgaz libido
fazia eu me sentir alguém

E como um fogo, truque bobo
apareceu algo melhor
promessas vazias, presentes rasgados
xingamentos trocados
"mil vezes não" e uma despedida seca
tudo em vão.

Quisera eu frágil poder acreditar
que o passado podia se apagar
desde que eu dissesse sim
e hoje percebo enfim
que amores vem e vão
mas ficam, fazem sim este "vão"

As feridas cicatrizam
Os espaços ficam
nenhuma peça se encaixa nelas
flutua á memoria dos encontros
jantares á luz de velas
e das promessas nunca cumpridas

Depois de tudo eu percebo tudo!
As tolices, os medos, me vejo diferente
querer reviver um amor deveras exigente
sem saber como procurar
Com esta única ideia a ficar:
Hoje eu entendo! Oh! quanto me iludo!

Mas ainda sem saber a razão de tudo
por quê isso tudo? por quê isso tudo?

Malditas palavras que se repetem em minha cabeça.
[A resposta está aí, mas não percebi]

Nenhum comentário:

Postar um comentário